Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 5 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Carros cheios de tecnologia não são tão úteis quanto pensávamos, diz estudo

Carros cheios de tecnologia não são tão úteis quanto pensávamos, diz estudo

A Tesla foi uma das grandes pioneiras dos carros cheios de tecnologia na indústria automobilística. As interfaces digitais, painéis multimídia e sistemas de assistência a direção fizeram os olhos dos motoristas brilharem e forçaram outras marcas do setor a correrem atrás de seus próprios diferenciais.

A estratégia não deu tão certo. Um estudo de agosto da empresa de análise de dados J.D. Power revelou que, embora as marcas estejam investindo nessas tecnologias, os condutores não estão exatamente satisfeitos.

A J.D. Power mostrou que as empresas de automóveis estão equipando seus veículos com recursos tecnológicos de todos os tipos, desde assistência de direção até itens de entretenimento a bordo. No entanto, entrevistas com cerca de 82 mil motoristas em 2024 mostrou que eles não veem utilidade nisso tudo.

A pesquisa apontou que, na tentativa de competir com carros cheios de tecnologia, como os modelos da Tesla, a indústria automobilística ainda está aprendendo sobre o que o consumidor quer e não quer. Mais do que isso, o que ele considera útil.

Segundo Kathleen Rizk, diretora sênior de benchmarking e tecnologia de experiência do usuário na J.D. Power, as fabricantes estão apostando na tecnologia para responder às necessidades dos clientes. Já do outro lado, os consumidores estão descobrindo que veem pouca (ou nenhuma) utilidade em alguns dos novos recursos.

O estudo descobriu que os condutores não gostam das telas para passageiros. Segundo a empresa, apenas 10% dos veículos transporta alguma pessoa no banco da frente no dia a dia, o que torna uma tela extra algo descartável. Alguns dos modelos que já apostaram nessa tecnologia foram os luxuosos Porsche Taycan, Lincoln Nautilus e Jeep Grand Cherokee.

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