
Esta semana, pelo menos seis estados brasileiros testemunharam a passagem de um meteoro do tipo bólido, que deixou um rastro luminoso no céu. Isso aconteceu na terça-feira (1º), por volta das 22h50 (pelo horário de Brasília), de acordo com a agência Clima ao Vivo e a Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON).
Câmeras de monitoramento em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul capturaram o evento.
De acordo com o astrônomo amador Marcelo Domingues, membro da BRAMON e diretor editorial do Clube de Astronomia de Brasília (CAsB), o objeto que provocou o meteoro surgiu sobre o município de Pompeia (SP) a uma altitude de cerca de 99km e desapareceu sobre Bento de Abreu (SP) a aproximadamente 36 km de altitude, com uma velocidade média de 31 km/s, e seu trajeto durou em torno de quatro segundos.
Segundo Domingues, não é possível determinar o tamanho da rocha. “O tamanho demanda uma análise mais complicada, mas imagino que não foi maior que uma bola de tênis, e certamente se desintegrou completamente”. Ou seja, não caíram vestígios (meteoritos) no solo.
Eventualmente, temos notícias sobre o surgimento de fenômenos luminosos rasgando os céus pelo mundo. Esses eventos são chamados muitas vezes de meteoros, outras vezes de asteroides ou de cometas. No entanto, esses nomes designam coisas diferentes (e você pode saber mais sobre essas diferenças aqui).
No caso dos meteoros, quando uma rocha espacial atinge a atmosfera da Terra a altíssimas velocidades, mesmo fragmentos tão pequenos quanto um grão de areia são capazes de aquecer instantaneamente os gases atmosféricos, gerando um fenômeno luminoso, que é o que os astrônomos classificam como meteoro.
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