
Pilotos, autoridades da indústria da aviação e reguladores do setor estão alertando para os perigos provocados pelo aumento dos sinais falsificados de Sistema de Posicionamento Global (GPS). Comumente usada por militares para afastar drones e mísseis, essa estratégia tem se espalhado para além de zonas de conflito, como Ucrânia e Oriente Médio, confundindo os sistemas de navegação e segurança de voos comerciais.
De acordo com dados da SkAI Data Services e da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, na Suíça, o número de aviões afetados por estes “ataques eletrônicos” tem aumentado drasticamente. Em agosto deste ano, por exemplo, foram mais de 1.100 voos comerciais prejudicados de alguma forma.
Os sistemas das aeronaves modernas dependem fortemente do GPS. Segundo especialistas, dados falsos podem fazer com que sejam emitidos alertas falsos, além de mostrar localizações e rotas de voo equivocadas, e até inviabilizar todo o sistema de comunicação devido a erros nos relógios.
O maior temor é que estas falhas acabem provocando uma tragédia. Por isso, as companhias aéreas estão se reunindo com fabricantes de aeronaves, fornecedores e reguladores de segurança aérea para desenvolver soluções alternativas de curto prazo e correções de longo prazo. Enquanto isso, os pilotos estão recebendo instruções sobre como identificar possíveis falsificações e como agir em casos assim.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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