
A poeira está em todo lugar, até na Estação Espacial Internacional (ISS). O problema – no caso, para astronautas – é que a poeira da Estação tem potencial nocivo maior do que a encontrada em nossas casas. É o que revelou um novo (e pioneiro) estudo, publicado nesta semana na revista científica Environmental Science and Technology Letters.
O grupo – com cientistas da Universidade de Birmingham (Reino Unido) e NASA (EUA) – dizem que suas descobertas podem orientar o projeto e a construção de futuras espaçonaves.
Nossas descobertas têm implicações para futuras estações espaciais e habitats, onde pode ser possível excluir muitas fontes contaminantes por meio de escolhas cuidadosas de materiais nos estágios iniciais de projeto e construção.
Os pesquisadores analisaram uma amostra de poeira dos filtros de ar internos da ISS. Nela, eles encontraram níveis de contaminantes orgânicos superiores aos valores médios encontrados nos lares dos EUA e da Europa Ocidental.
Embora as concentrações de contaminantes orgânicos descobertos na poeira da ISS geralmente excedam os valores médios encontrados em residências e outros ambientes internos nos EUA e na Europa Ocidental, os níveis desses compostos geralmente estão dentro da faixa encontrada na Terra.
Os cientistas acreditam que o uso de itens “comercialmente disponíveis” trazidos a bordo para uso pessoal dos astronautas – por exemplo: câmeras, tablets, dispositivos médicos e roupas – são fontes possíveis de muitos dos produtos químicos detectados.
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