Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

“Desextinção molecular” recria moléculas humanas pré-históricas

"Desextinção molecular" recria moléculas humanas pré-históricas

Um artigo publicado quarta-feira (9) na revista Cell Host & Microbe descreve a primeira vez que moléculas produzidas por ramos extintos da família humana foram recriadas desde o desaparecimento dessas espécies.

Segundo os autores, além de nos ajudar a saber mais sobre nossos primos há muito perdidos, como os neandertais e denisovanos, há também uma preocupação mais prática: combater patógenos aos quais outros hominídeos podem ter sido imunes.

Chamado de “desextinção”, o processo de “ressuscitar” formas de vida perdidas tem gerado bastante controvérsia nos últimos tempos, com destaque para a ideia de trazer de volta o mamute-lanoso e o tigre da Tasmânia. Tanto a ética quanto a praticidade desses dois projetos foram duramente criticadas. 

Ressuscitar moléculas exclusivas de espécies perdidas pode repercutir tão mal quanto, mas há razões para fazer isso, mesmo que ninguém nunca planeje trazer de volta o animal inteiro à vida. 

A desextinção molecular é motivada pela hipótese de que moléculas que concediam benefícios a organismos extintos poderiam ser benéficas no ambiente global atual

Segundo o pesquisador, com espécies antigas surgindo da tundra à medida que o permafrost derrete com o aquecimento global, provavelmente não vai demorar muito para que voltem a aparecer doenças que a raça humana não enfrenta desde a última Era do Gelo. 

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