Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Água encontrada em galáxia distante pela primeira vez 

Água encontrada em galáxia distante pela primeira vez 

Pela primeira vez cientistas descobriram a presença de água em uma galáxia distante, que se formou no início do Universo. A J1135, que está a 12 bilhões de anos-luz de distância, surgiu 1,8 bilhões de anos após o Big Bang e já havia sido estudada anteriormente. 

Entretanto, o mais recente estudo da universidade italiana SISSA, revela a distribuição de água na galáxia, algo que ainda não havia sido observado e pode ser crucial para entendermos a origem da vida no nosso Universo.

“A água pode ser encontrada não apenas na Terra, mas em qualquer lugar do espaço, em diferentes estados. Por exemplo, na forma de gelo, a água pode ser encontrada nas chamadas nuvens moleculares, regiões densas de poeira e gás nas quais nascem as estrelas”, explica Francesca Perrotta, principal autora do estudo 

“A água age como um manto, cobrindo a superfície dos grãos de poeira interestelar, que formam os blocos de construção dessas nuvens moleculares e os principais catalisadores da formação de moléculas no espaço”, completou ainda.

A descoberta foi feita usando a lente gravitacional, uma técnica que permite a observação de corpos celestes distantes graças a objetos espaciais de grande massa mais próximos da Terra. De acordo com os princípios da relatividade geral, esses corpos em primeiro plano distorcem a luz de fontes que estão posicionadas atrás dos mesmos objetos, mas perfeitamente alinhadas com eles, quase como uma gigantesca lente cósmica que nos permite localizar e estudar galáxias, mesmo as mais remotas . 

Às vezes, algo quebra a quietude e a frieza dessas nuvens moleculares: o nascimento de uma estrela, que libera calor, ou um buraco negro que começa a agregar matéria, emitindo energia. A radiação das estrelas e outras fontes pode aquecer a água gelada, sublimando-a na fase gasosa. À medida que o vapor de água esfria, ele emite luz na parte infravermelha do espectro. Os astrofísicos podem então observar esta emissão de vapor de água para mapear as regiões da galáxia onde a energia é produzida, dando-nos uma visão sem precedentes sobre como as galáxias são formadas

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