Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 13 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Preço das baterias de carros elétricos deve cair pela metade até 2026, aponta estudo

Preço das baterias de carros elétricos deve cair pela metade até 2026, aponta estudo

Um estudo recente do Goldman Sachs revela que os preços das baterias de íons de lítio, essenciais para veículos elétricos, devem cair pela metade nos próximos dois anos. A redução no custo dessas baterias é vista como fundamental para tornar os carros elétricos mais acessíveis e competitivos em comparação aos modelos movidos a combustíveis fósseis.

Atualmente, o preço elevado das baterias é um dos principais desafios para a popularização dos veículos elétricos. A queda significativa de preços prevista pelo estudo pode transformar o cenário da mobilidade elétrica, ajudando tanto consumidores quanto fabricantes de automóveis a superar esse obstáculo.

Apesar de modelos mais acessíveis estarem surgindo no mercado, esses casos ainda são exceções. Atualmente, a maioria dos carros elétricos novos custa significativamente mais do que seus equivalentes a gasolina. Incentivos fiscais, como o crédito de imposto de US$ 7.500 para elétricos nos Estados Unidos, ajudam a equilibrar os custos para os consumidores e montadoras, mas não são soluções de longo prazo.

Ainda assim, os fabricantes de veículos tradicionais continuam enfrentando desafios para lucrar com os carros elétricos, devido ao alto custo das baterias e às baixas quantidades de produção.

O estudo do Goldman Sachs aponta que a inovação tecnológica tem sido um dos principais fatores que impulsionam a queda dos preços das baterias, permitindo que as empresas produzam baterias mais eficientes a um custo menor. Além disso, o preço de matérias-primas essenciais, como lítio e cobalto, também tem diminuído, após anos de alta devido à alta demanda e interrupções nas cadeias de suprimento.

Com o aumento da capacidade de mineração e processamento desses metais, o preço das baterias deve continuar a cair gradualmente até 2030. Os pesquisadores do Goldman projetam que o preço médio global por kWh deve chegar a US$ 64 até o final da década, cerca de um terço do valor registrado em 2019.

Compartilhe