
O CEO da Renault, Luca de Meo, está apostando em uma tecnologia de caixa de câmbio de baixo custo, o sistema E-Tech, para se destacar no crescente mercado de carros híbridos na Europa, segundo apontam as informações da Reuters.
Apesar das dificuldades enfrentadas na venda de veículos elétricos caros, a montadora francesa registrou um impressionante aumento de 55% nas vendas de seus modelos híbridos, como o Clio e o Captur, tornando-se a segunda maior fabricante desse segmento, atrás apenas da Toyota.
A Renault sofreu perdas significativas em 2020, mas está mantendo suas metas de negócios em meio a um ambiente desafiador para a indústria automotiva.
Com uma capitalização de mercado de 11,6 bilhões de euros (cerca de R$ 70 bilhões), a montadora se mostra mais ágil que seus concorrentes maiores, mas também enfrenta uma vulnerabilidade maior em relação à crescente competição dos carros elétricos chineses.
Embora a Renault tenha avançado significativamente no mercado de híbridos, ela ainda precisa aumentar suas vendas de veículos elétricos para atender às novas regulamentações da UE, que exigem uma média de emissões de CO₂ de 94 gramas por quilômetro a partir do próximo ano.
Atualmente, as vendas de elétricos representam cerca de 12% do total, e a montadora precisa que essa proporção chegue a cerca de 20%.
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