
A Ucrânia revelou uma nova arma de longo alcance que o país acredita que irá aumentar sua capacidade de combate contra a Rússia. Trata-se de uma mistura de drone com tecnologia de míssil, com alcance de 700 km. Chamada de Palianytsia, a arma tem potencial de abrir uma nova fase da guerra, dessa vez, no céu.
A ascensão de alguns tipos de drones na Guerra da Ucrânia pode estender seus efeitos para outros países, de acordo com artigo do The Conversation.
Para Kiev, o míssil apresenta uma vantagem, inclusive, geopolítica. Seus aliados restringem o uso de armas de longo alcance às regiões ucranianas ocupadas por Moscou, sem que o território russo seja atingido. Como essa arma não é fornecida pelos aliados, a Ucrânia não precisa cumprir essa condição.
O Kremlin também tem usado tecnologia de drone em seus ataques e conseguido um efeito devastador. Em 25 de agosto, a Rússia um ataque de drones e mísseis na Ucrânia atingiu pelo menos 15 regiões e provocou quedas de energia e desabastecimento de água no país.
Desde 2022, ambos países estão utilizando drones de ataque de uma-via, do inglês one-way attack (OWA), que são uma ameaça crescente. Enquanto a maioria dos drones militares deixa a bomba e depois retorna, os OWA também são destruídos durante a detonação do alvo.
Os OWAs conseguem usar sistemas de navegação baratos para atingir alvos a centenas de quilômetros de distância com relativa precisão. Apesar de terem ogivas menores e serem mais lentos que os mísseis comuns, os OWAs são mais simples e fáceis de serem produzidos em larga escala.
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