
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a Estação Espacial Internacional (ISS) vai permanecer ativa até 2030, quando será aposentada e deixará a órbita da Terra, mergulhando em uma reentrada ardente na atmosfera do planeta. Até lá, a NASA vai dedicar esforços para uma substituição eficaz da estrutura por laboratórios privados.
“A razão pela qual isso é tão importante é porque acreditamos que o impacto de uma lacuna será disruptivo”, disse a diretora da ISS na Diretoria de Missões de Operações Espaciais da NASA, Robyn Gatens, durante um painel de discussão na Conferência Internacional de Pesquisa e Desenvolvimento da Estação Espacial no início deste mês.
Essa lacuna (tempo entre a aposentadoria da ISS e a ativação de estações privadas) poderia impactar negativamente cientistas que buscam enviar experimentos de pesquisa para o espaço, bem como tripulantes e provedores de transporte de carga.
Segundo Gatens, considerando o período de transição de dois anos esperado pela agência, um sucessor comercial deve estar operando até 2028 para evitar tais complicações.
Para planejar uma mudança tranquila de pesquisa e operações para estações espaciais privadas até 2030, o Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca divulgou uma estratégia em março deste ano que traça um plano de ação. O objetivo principal é que os EUA “liderem um mercado emergente administrado por empresas comerciais e privadas”, permitindo que a NASA mantenha uma “presença americana ininterrupta” na órbita baixa da Terra (LEO).
“A razão pela qual nós, no nível da Casa Branca, lançamos uma política sobre esse tema este ano é nos prepararmos com sete anos de antecedência, para que não tenhamos que nos planejar para um cenário em que haja uma lacuna”, disse Ezinne Uzo-Okoro, diretora assistente de política espacial do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca.
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