
A queima de combustível é um dos principais causadores de emissão de dióxido de carbono na aviação, mas não é a única. O rastro deixado pelos aviões quando cruzam os céus também tem uma consequência grave ao meio ambiente: as nuvens contribuem para retenção de calor na Terra e podem aumentar a temperatura do planeta.
Embora mais estudos sejam necessários para determinar com precisão o impacto do rastro, algumas medidas podem ser adotadas para melhorar as previsões e a compreensão sobre o assunto.
As linhas brancas deixadas pelo avião quando rasga os céus são chamadas de rastros de condensação. Elas se formam quando as aeronaves voam através de bolsões de ar frios e úmidos. Quando queimam combustível nesse processo, os aviões emitem dióxido de carbono, fuligem e vapor de água, que aderem às partículas de fuligem e formam cristais de gelo. De longe, as formações lineares são os “rastros” que conhecemos.
Se o número de cristais for grande, eles formam nuvens chamadas cirrus, que podem persistir por segundos ou minutos em alguns casos. Já em outros, por horas ou até dias. O problema é que, se por um lado essas nuvens filtram a luz solar, por outro não deixam a radiação da Terra voltar ao espaço, causando retenção do calor na nossa atmosfera e aumentando a temperatura por aqui.
Segundo Jayant Mukhopadhaya, pesquisador líder de aviação do Conselho Internacional para o Transporte Limpo (ICCT), um think tank ambiental dos Estados Unidos, ao Uol, é como “colocar um cobertor em volta da Terra, que retém calor e aquece o planeta”.
Como lembrou o site, atualmente a aviação é responsável por 2% a 3,5% das emissões anuais de dióxido de carbono globalmente.
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