
Recentemente, a Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, entre outras, reduziu as projeções de vendas e de lucro para este ano. Este já era um sinal claro do momento de crise vivido pela montadora de veículos.
Funcionários da empresa chegaram a ameaçar entrar em greve diante de possíveis cortes. E agora o que mais se temia foi oficializado. A companhia anunciou uma nova onda de demissões em uma fábrica dos Estados Unidos.
O anúncio das demissões acontece em meio à queda dos preços das ações, desaceleração das vendas e aumento dos estoques da empresa. O grupo chegou a anunciar uma série de mudanças na liderança da montadora em outubro.
O presidente-executivo Carlos Tavares se aposentará em 2026 e o então chefe da Jeep, Antonio Filosa, foi nomeado diretor de operações da América do Norte. Além disso, a diretora de operações Natalie King foi substituída pelo ex-diretor de operações da Stellantis China, Doug Ostermann.
Na América do Norte como um todo, a Stellentis vendeu 299 mil unidades durante o terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 36% em relação ao mesmo período do ano passado. Alguns modelos como o Jeep Grand Cherokee e o Dodge Durango estão com produção suspensa como forma de regular os altos estoques.
Além das demissões já realizadas, também há risco de que pelo menos mais 1.139 trabalhadores sejam dispensados da fábrica de Toledo, em Ohio.
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