
O renascimento do voo supersônico comercial está mais perto da realidade. A empresa Dawn Aerospace anunciou que sua aeronave autônoma Mk-II Aurora quebrou a barreira do som na última terça-feira (12). O feito acontece mais de 20 anos após o fim da era do famoso Concorde.
A aeronave anglo-francês se aposentou em 2003 e desde então o voo supersônico civil ficou no passado. Nos últimos anos, startups trabalham em projetos para criar uma nova geração de transportes supersônicos que sejam mais silenciosos, ecológicos e econômicos para operar.
“Com o teste de voo 57, confirmamos o Aurora como o veículo com a maior taxa de subida já construído. Este marco prepara o cenário para que o Aurora se torne a aeronave mais alta e rápida do mundo e abre caminho para a primeira aeronave hipersônica operacional, redefinindo o que é possível na aviação”, acrescenta Powell.
O objetivo final é atingir velocidades de cerca de Mach 3,5 na borda do espaço (uma altitude de 100 km). O Aurora seria usado para pesquisas de microgravidade, ciência atmosférica, observação da Terra e testes de voos de alta velocidade.
Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.
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