
Nosso planeta está sendo tomado por um malfeitor belo e reluzente – e não estamos falando de nenhum novo vilão sedutor dos cinemas. O inimigo é real e vive muito mais próximo do que você pensa. Nas nossas roupas, em acessórios ou itens de decoração, lá está ele: o glitter.
Esse material (muito presente em atividades escolares infantis e nas festas de Carnaval, por exemplo) é composto por microplásticos teimosos que se recusam a se decompor e estão se infiltrando em nossos rios e oceanos, deixando um rastro de brilho – e destruição – por onde passam.
Sabe aquela pessoa inconveniente que faz um grande alvoroço ao entrar em uma festa, mas que, na verdade, causa mais problemas do que diversão? O glitter é como se fosse o penetra sem noção do ecossistema aquático.
Cientistas não apenas questionam sua presença, como pedem que ele seja expulso do salão, com proibição de acesso. Ou seja: que a fabricação, a comercialização e o uso do glitter não sejam mais permitidos.
Como suas partículas são pequenas demais para serem captadas pelos filtros durante o tratamento de águas residuais, elas estão se infiltrando sorrateiramente em nossas águas. A bela aparência é apenas uma cortina de fumaça para os estragos que estão causando nas vidas subaquáticas.
A vítima mais recente desses invasores são as cianobactérias, ou, como são popularmente conhecidas, algas azul-esverdeadas. Esses microorganismos, que desempenham papéis cruciais nos ecossistemas aquáticos, estão enfrentando uma verdadeira crise por causa do glitter.
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