
Um artigo publicado nesta quinta-feira (24), na revista Nature Astronomy relata a primeira vez que um telescópio baseado em solo foi capaz de observar uma mancha escura em Netuno, que fica a mais de 4,5 bilhões de km da Terra.
Usando o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), localizado no Chile, os astrônomos detectaram uma grande mancha escura na atmosfera do gigante gasoso azul.
Grandes manchas são características comuns nas atmosferas de planetas gigantes, sendo a mais famosa a Grande Mancha Vermelha de Júpiter. Em Netuno, uma mancha escura foi descoberta pela primeira vez pela sonda Voyager 2, da NASA, em 1989, antes de desaparecer alguns anos depois.
Desde a primeira descoberta de uma mancha escura, sempre me perguntei o que são essas características de curta duração e evasivas.
Irwin e sua equipe usaram dados do VLT para descartar a possibilidade de que manchas escuras sejam causadas por “vãos” nas nuvens. As novas observações indicam, em vez disso, que as manchas escuras são provavelmente o resultado de partículas de ar escurecendo em uma camada abaixo da camada principal de névoa visível, conforme gelo e névoa se misturam na atmosfera de Netuno.
Como as manchas escuras não são características permanentes da atmosfera do planeta, os astrônomos nunca haviam sido capazes de estudá-las com detalhes suficientes. A oportunidade apareceu quando o Telescópio Espacial Hubble descobriu várias delas, incluindo uma no hemisfério norte, notada pela primeira vez em 2018.
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