Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Buracos negros supermassivos são mais raros do que se pensava

Buracos negros supermassivos são mais raros do que se pensava

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade do Kansas, nos EUA, trouxe revelações surpreendentes sobre a presença de buracos negros supermassivos no Universo. Segundo o artigo que relata o estudo, aceito para publicação pelo periódico Astrophysical Journal, esses monstros cósmicos são mais raros do que se presumia.

Liderada pela professora assistente de física e astronomia, Allison Kirkpatrick, a abordagem focou na região conhecida como Faixa Estendida de Groth, situada entre as constelações da Ursa Maior e Boötes (ou Boieiro). 

Utilizando o Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do Telescópio Espacial James Webb (JWST), os cientistas buscaram examinar núcleos galácticos ativos (AGN) – os buracos negros centrais – de galáxias com até 10 bilhões de anos de existência, oferecendo um vislumbre do passado cósmico durante o auge da formação de estrelas.

Apesar da maior potência e sensibilidade do Webb em relação a seus antecessores, poucos AGN adicionais foram detectados desde que o observatório ultramoderno da NASA entrou em operação, em julho de 2022. 

Uma das principais conclusões às quais a equipe chegou foi a escassez de buracos negros supermassivos em crescimento acelerado. Isso desafia as suposições anteriores sobre a taxa de crescimento desses buracos negros e, consequentemente, sobre sua influência nas galáxias hospedeiras. 

A pesquisa destaca que a compreensão atual, baseada principalmente em buracos negros massivos, pode não se aplicar aos buracos negros menores presentes em galáxias como a Via Láctea.

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