
Não é segredo para ninguém que os carros elétricos chineses dominam o mercado. Como mostramos aqui no Olhar Digital, as montadoras do país respondem atualmente por mais de 50% da produção global desses veículos. Elas também lideram no quesito vendas, com a Tesla cada vez mais ameaçada.
A chegada de uma montadora chinesa a um novo país representa uma dor de cabeça para as empresas já instaladas no local. A combinação de tecnologia de ponta com preços baixos é um terror para a concorrência. Concorrência que sofre no mundo todo, inclusive na própria China.
Sabia que uma das primeiras montadoras a chegar à China foi a alemã Volkswagen? E por lá eles lideraram as vendas por quase 4 décadas. Nos últimos anos, porém, eles foram perdendo espaço. Em 2024, por exemplo, registraram uma queda de 10% nos negócios em relação ao mesmo período do ano passado.
A americana General Motors também passa por uma situação parecida – e até mais emblemática. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (4), a companhia disse que vai sofrer um impacto de mais de US$ 5 bilhões em seus lucros. O motivo? Terá de reestruturar suas operações na China, que têm perdido dinheiro devido à queda acentuada nas vendas de carros no país.
Nós já citamos aqui a Volks e a GM, mas a verdade é que quase todas as montadoras estrangeiras passam pela mesma situação por lá. E isso inclui empresas europeias, japonesas e sul-coreanas.
A Ford, por exemplo, vem trabalhando para simplificar e reorganizar sua joint venture chinesa há um bom tempo. A empresa gastou US$ 881 milhões reestruturando o negócio nos primeiros nove meses do ano.
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