
Na última quarta-feira (4), a Volkswagen do Brasil foi processada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por suposto trabalho escravo realizado em uma fazenda da montadora alemã.
A propriedade localiza-se em Santana do Araguaia (PA) e a prática teria ocorrido durante as décadas de 1970 e 1980. Por conta disso, o órgão exige que a empresa assuma a responsabilidade e pague R$ 165 milhões por danos morais coletivos.
Na ação, ainda há um pedido para que a Volkswagen implemente medidas de combate ao trabalho escravo, tráfico de pessoas e demais violações de direitos humanos de seus trabalhadores em toda a sua cadeia de suprimentos.
Ha também um pedido de criação de mecanismos de coleta e apuração de denúncias para colaboradores da empresa e prestadores de serviços. Segundo a instituição, “não há dúvidas de que os responsáveis pelos ilícitos cometidos agiram deliberadamente, com motivação discriminatória, atacando sistematicamente um grupo social vulnerabilizado da população civil brasileira”.
O procurador do Trabalho Rafael Garcia Rodrigues foi o responsável pela coordenação das investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF) do MPT, intitulada “Fazenda Volkswagen”.
Rodrigues afirmou que o órgão promoveu profunda e exaustiva análise acerca do ocorrido na fazenda entre 1970 e 1980. “Os documentos e depoimentos obtidos pela instituição comprovaram as gravíssimas violações aos direitos humanos na fazenda naquele período. Foi constatada a submissão dos trabalhadores à condição semelhante à escravidão por meio de jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e servidão por dívida”, explicou.
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