Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Nova descoberta pode mudar tudo o que sabemos sobre funerais do passado

Nova descoberta pode mudar tudo o que sabemos sobre funerais do passado

Evidências de práticas funerárias que datam do Neolítico foram encontradas por arqueólogos na Galería del Sílex, nas montanhas de Atapuerca, na Espanha. A descoberta consiste em vasos de cerâmica enterrados juntos a restos humanos em duas covas e muda o que sabemos sobre as pessoas que viveram na região durante o período.

Até então, poucos vestígios de rituais funerários que datam do início do Neolítico foram encontrados na Espanha. Os humanos que viviam na região durante o período eram nômades, deixando poucas evidências dessas práticas para trás. 

Em Portugal, Andaluzia e na França, alguns restos humanos foram encontrados em cavernas, provavelmente depositados durante alguma passagem pelo local. Enquanto na Espanha, quando os indivíduos começaram a se assentar em uma mesma área, os sepultamentos geralmente ocorriam no solo

No entanto, os novos achados na Galería del Sílex, publicados na revista Quaternary Science Reviews, indicam que a caverna era provavelmente utilizada para ritos funerários desde o Neolítico Inferior à Idade do Bronze. O local é uma gruta com pinturas murais e gravuras rupestres, com fragmentos de restos faunísticos, restos humanos e cerâmicas.

A cerca de 300 metros da entrada da caverna existem duas covas, onde inúmeros indivíduos foram enterrados, e até então, associados à Idade do Bronze. Mas vasos cerâmicos que datam do Neolítico foram encontrados juntos dos restos mortais, levando os arqueólogos a fazerem uma reavaliação.

A datação de radiocarbono dos ossos dos indivíduos em uma das covas revelaram que uma das ossadas realmente era da Idade do Bronze, tendo vivido por volta de 1880-1690 a.C. mas as outras três eram do Neolitico Inferior, datando entre 5307 e 4897 a.C.

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