Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 31 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

“Cheiro da vida após a morte” é descoberto em múmia egípcia

“Cheiro da vida após a morte” é descoberto em múmia egípcia

Um artigo publicado nesta quinta-feira (31) na revista Scientific Reports, pertencente ao grupo Nature, relata uma descoberta impressionante: o “cheiro da vida após a morte”. Fornecendo uma janela única para o passado, a pesquisa recriou o aroma do bálsamo que foi usado na mumificação de uma mulher de alto padrão social que viveu no Egito há mais de 3.500 anos, cujos restos mortais foram escavados em 1900.

Pesquisas anteriores descobriram que a senhora, que recebeu o nome de Senetnay, foi ama-de-leite do bebê que viria a ser coroado faraó Amenófis II e, por essa razão, recebeu o curioso título de “Ornamento do Rei”, tornando-se membro da alta sociedade.

Como convém a uma pessoa que ocupa tão elevada posição na sociedade egípcia, os órgãos mumificados de Senetnay foram armazenados em jarros canópicos, depositados em um túmulo real no Vale dos Reis. 

Agora, uma equipe liderada por Barbara Huber, do Instituto Max Planck de Geoantropologia, na Alemanha, conduziu análises sofisticadas para revelar os ingredientes da substância de embalsamamento usada nesses órgãos.

Os pesquisadores recuperaram seis amostras de bálsamo de dois jarros separados – aqueles que armazenavam os pulmões e o fígado de Senetnay, respectivamente – que agora estão no Museu August Kestner, em Hanover, capital do estado alemão da Baixa Saxónia.

A cumarina, que tem um aroma semelhante ao de baunilha, e o ácido benzoico – que conta com Nostradamus entre seus descobridores originais – foram encontrados em ambos os frascos.

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