Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

“Danos irreversíveis”: dupla é presa após abrir buraco na Grande Muralha da China

"Danos irreversíveis": dupla é presa após abrir buraco na Grande Muralha da China

A polícia chinesa prendeu duas pessoas que abriram um buraco na estrutura da Grande Muralha da China. A dupla vai responder por destruição de uma relíquia cultura do país. Eles foram localizados após uma denúncia sobre os danos provocados no dia 24 de agosto.

A Grande Muralha da China tem mais de 21 mil quilômetros de extensão, começando na província de Gansu e terminando no Golfo de Bohai. Ela atravessa vales e montanhas ao longo de 11 províncias do país e das regiões autônomas da Mongólia Interior e da Nacionalidade Hui de Ningxia.

Os pontos mais altos têm 8 metros de altura e 4 metros de largura. A estrutura é considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno e recebe mais de 4 milhões de turistas por ano.

A grande fortaleza foi construída para consolidar o império de Qin Shihuang. A ideia era construir uma muralha para defender os territórios, que anteriormente tinham muralhas individuais e muito menores, de invasores.

Símbolo da unidade chinesa, a construção foi feita ao longo de quatro dinastias: Zhou (1046 a 256 a.C.), Qin (221 a 207 a.C.), Han (206 a.C. até 220 d.C.) e Ming (1368 a 1644). Cerca de 300 mil dos mais de um milhão de trabalhadores que participaram dos esforços para a construção morreram em decorrência das condições de trabalho.

Na dinastia Han, o imperador Liu Bang utilizou a construção não só como proteção militar, mas também para regular o comércio da seda. A muralha liga quase mil fortes e conta com espaços onde são colocadas bocas de canhão.

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