
Descoberto no mês passado, já muito próximo da Terra (algo extremamente raro), o cometa C/2023 P1 Nishimura, possivelmente o mais brilhante de 2023, está passando pela órbita do nosso planeta há alguns dias. Isso deve continuar até o fim deste mês, caso o objeto não se desintegre em seu encontro com o Sol, previsto para domingo (17).
Se conseguir sair ileso dessa perigosa aproximação com a nossa estrela, esse cometa só voltará a passar pela Terra daqui a 434 anos. Ou seja, não faltam motivos para querer assistir a esse raro e fascinante evento (e aqui estão algumas dicas que podem ajudá-lo nesta missão).
Também chamado simplesmente de cometa Nishimura, o corpo celeste foi oficializado no fim de agosto em uma circular do Minor Planet Center, organização pertencente ao Observatório Astrofísico Smithsonian, nos EUA, após ter sido detectado pela primeira vez no dia 11, pelo astrônomo amador japonês Hideo Nishimura – razão pela qual recebeu esse nome.
Curiosamente, o objeto passou despercebido por grandes observatórios do mundo inteiro, enquanto ia se aproximando da Terra ofuscado pelo brilho do Sol. No entanto, usando apenas uma câmera fotográfica convencional e uma lente teleobjetiva comum, Nishimura (o astrônomo) conseguiu captar Nishimura (o cometa) – de maneira totalmente acidental, em fotos de 15 segundos de exposição.
De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital, embora tenha parecido inicialmente fraco nas lentes da câmera do descobridor, “seu brilho é excepcionalmente alto para cometas recém-descobertos, que nos grandes telescópios já são observados mesmo quando estão muito distantes e apresentando um brilho muito mais tênue”.
O Olhar Digital selecionou alguns dos mais incríveis registros do cometa Nishimura publicados até o momento na internet. Confira abaixo:
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