
Impulsionadas pelas mudanças climáticas, as ondas de calor estão se tornando mais longas e intensas em águas mais profundas, ameaçando espécies marinhas sensíveis. Desde o início da era industrial, os oceanos já absorveram 90% do excesso de calor proveniente da poluição de carbono promovida pela atividade humana.
Essas informações fazem parte de um estudo publicado nesta segunda-feira (18) na revista Nature Climate Change, segundo o qual isso pode afetar particularmente espécies que não podem se mover para escapar de águas excessivamente quentes, como corais e florestas de algas marinhas na Austrália e no Pacífico.
Os pesquisadores examinaram os impactos das ondas de calor em águas mais profundas, no que representa a primeira tentativa de analisar essa questão. Até agora, os cientistas tinham se concentrado principalmente na superfície oceânica.
The North Atlantic is in uncharted territory. The entire ocean basin is a record-smashing 1.5°C above normal, as millions of square miles of ocean experience strong to severe marine heatwaves.Off the coast of Canada, ocean temperatures are up to 9°C (16°F) above average!… pic.twitter.com/AuPBCc82eX
Usando observações e modelagem no local, os autores do novo estudo investigaram ondas de calor marinhas de 1993 a 2019, englobando dados de até dois mil metros abaixo da superfície.
Eles descobriram que a intensidade era maior entre 50 e 200 metros de profundidade, ocasionalmente chegando a ser 19% mais forte do que na superfície. Além disso, essas ondas persistiram por até dois anos após o retorno das temperaturas superficiais normais.
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