
As ações da Tesla despencaram 15% nesta segunda-feira (10), registrando o pior dia da fabricante de veículos elétricos na Nasdaq desde setembro de 2020. Na última sexta-feira (7), a empresa tinha encerrado a sétima semana consecutiva de perdas, a maior sequência de prejuízos desde sua estreia na bolsa americana, em 2010, aponta a CNBC.
O desempenho da companhia vem se deteriorando dia após dia desde a chegada do CEO Elon Musk a Washington, DC, para assumir o comando do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), posto criado neste segundo mandato de Donald Trump.
As ações da Tesla perderam mais de 50% de seu valor em quatro meses, eliminando mais de US$ 800 bilhões (R$ 4,6 trilhões) em capitalização de mercado, de acordo com a reportagem. Em 17 de dezembro, a empresa atingiu a máxima histórica de US$ 1,5 trilhão (R$ 8,7 trilhões).
Ainda assim, o valor total da Tesla supera as nove principais montadoras mais valiosas juntas, que venderam, coletivamente, cerca de 44 milhões de carros no ano passado, em comparação com 1,8 milhão da Tesla, como destaca a Reuters.
No fechamento mais recente, a Nasdaq caiu quase 4%, seu declínio mais acentuado desde 2022, sendo influenciada principalmente pelas perdas da montadora nos Estados Unidos. Já o S&P 500 caiu 2,7%.
Bruna Barone é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Atuou como editora, repórter e apresentadora na Rádio BandNews FM por 10 anos. Atualmente, é colaboradora no Olhar Digital.
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