Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Máquina a vapor primitiva era usada para propósito desconhecido

Máquina a vapor primitiva era usada para propósito desconhecido

A máquina a vapor surgiu por volta do século 13 e com ela a Revolução Industrial que mudou o mundo completamente. Mas muito antes disso, na Grécia Antiga, existia uma engenhoca a vapor com um propósito desconhecido.

Uma espécie de máquina a vapor, conhecida como eolípila, foi descrita pelo matemático grego Heron de Alexandria ainda no primeiro século d.C. O dispositivo tem um funcionamento simples: um recipiente com agua é aquecido para gerar vapor, esse é conduzido por um tubo até uma esfera giratória. Na esfera ele escapa por um bico gerando impulso e fazendo-a girar.

A máquina a vapor primitiva foi replicada no século 16 quando os trabalhos de Heron se popularizaram. Atualmente a engenhoca pode ser utilizada em aulas de ciência para explicar facilmente assuntos como pressão e o funcionamento de dispositivos a vapor.

Então acontecerá que, o caldeirão sendo aquecido, o vapor (atmis) caindo na esfera […] cairá através dos tubos dobrados (pequenos tubos) até a tampa e girar a esfera, assim como em o caso das figuras dançantes.

Alguns pesquisadores, atualmente, apontam que a forma técnica de classificar o dispositivo é como uma turbina de reação a vapor. Isso porque a ideia de máquina sugere que ele utiliza a energia, mas ela possui algumas características que reduz sua eficiência para tal.

Na A New Look at Heron’s ‘Steam Engine’, Paul Keyser explica o funcionamento do dispositivo e aponta que ele não poderia ter servido para produzir energia utilizável. Isso porque a eolípila teria muito atrito na hora de girar, ou vazamentos que diminuem sua serventia. Além disso, a velocidade com que a esfera girava era de cerca de 1000 rotações por minuto, rápida demais para que sua potência fosse utilizada apenas com uma simples engrenagem. 

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