
O crescimento explosivo de SUVs e caminhonetes nas últimas décadas está transformando a mobilidade urbana — e não para melhor, como mostram estudos recentes.
Os trabalhos mostram que esses veículos, agora mais populares do que nunca, estão diretamente ligados ao aumento do congestionamento, da poluição e da gravidade dos acidentes nas cidades.
Entre 1991 e 2025, por exemplo, a picape Ford F-150 ficou 75 cm mais longa, 20 cm mais alta e 483 kg mais pesada. Essa tendência de “superdimensionamento” se repete globalmente: SUVs representaram 48% das vendas de carros novos em 2023, contra apenas 15% em 2010.
Nos EUA, 8 dos 10 carros mais vendidos em 2025 são SUVs ou caminhonetes. Na Nova Zelândia, esse número sobe para 9 em 10.
Apesar da popularidade, os impactos negativos são evidentes. O transporte rodoviário responde por 15% das emissões globais de CO₂, com os SUVs desempenhando papel de destaque. Se fossem um país, sua frota global seria a quinta maior emissora do mundo, superando até o Japão.
Mesmo as versões elétricas não escapam das críticas: seu peso elevado acelera o desgaste dos pneus, liberando micropartículas prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.
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