Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 14 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

GM e LG criam bateria que pode baratear veículos elétricos

GM e LG criam bateria que pode baratear veículos elétricos

A General Motors (GM) e a LG vão passar a vender células de bateria prismáticas ricas em manganês e lítio (LMR, na sigla em inglês) para futuras picapes elétricas e SUVs de grande porte. A estadunidense pretende se tornar a primeira montadora a implementar baterias LMR em veículos elétricos.

Os cátodos de bateria requerem materiais, como cobalto, níquel e manganês, sendo o cobalto o mais caro. Essas células utilizam proporção maior de manganês, mais acessível, ao mesmo tempo em que oferecem maior capacidade e densidade energética.

Engenheiros das duas empresas desenvolveram nova bateria que desbloqueia uma densidade de energia 33% maior em comparação às células de fosfato de ferro-lítio (LFP, na sigla em inglês) de melhor desempenho — a um custo comparável, segundo o comunicado.

A GM diz ser líder na autonomia de caminhões elétricos, que, atualmente, utilizam química de alto níquel. Com as baterias LMR, a GM pretende oferecer mais de 640 km de autonomia nesse segmento, além de economias “significativas” em relação ao conjunto atual.

“À medida que buscamos desenvolver a bateria ideal para cada veículo em nosso diversificado portfólio de veículos elétricos, a LMR complementará nossas soluções com alto teor de níquel e fosfato de ferro para expandir as opções dos clientes, impulsionar a inovação em baterias nos Estados Unidos e criar empregos no futuro”, disse Kurt Kelty, vice-presidente de baterias, propulsão e sustentabilidade da GM.

A LG detém o maior portfólio de propriedade intelectual de tecnologia LMR do mundo, tendo garantido mais de 200 patentes nesta área, sendo a primeira de 2010. Na GM, a pesquisa sobre células de bateria de íons de lítio ricas em manganês teve início em 2015.

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