
Com a crescente necessidade de eliminação do uso de combustíveis fósseis, vem aumentando o interesse por energias alternativas. Embora a energia solar, eólica e hidrelétrica estejam no centro das atenções, a energia nuclear também tem se destacado.
Em 2017, esse recurso contribuiu com cerca de 10% da produção global de energia, e em 2022, 8 GW de capacidade nuclear foram adicionados à rede global.
O elemento-chave para a geração de energia nuclear é o urânio. Sua disponibilidade em terra, no entanto, é limitada a poucos países, onde, por sua vez, o abastecimento subterrâneo vai diminuindo à medida que as usinas nucleares proliferam.
Por outro lado, os oceanos contêm aproximadamente 4,5 bilhões de toneladas de urânio, em contraste com apenas cerca de seis milhões encontrados em terra. Isso seria suficiente para fornecer energia ao planeta por milênios.
Pesquisadores têm explorado os oceanos do mundo em busca de urânio desde a década de 1970. Recentemente, uma equipe australiana avançou nesses esforços, desenvolvendo um método econômico e de fácil implementação. A pesquisa foi relatada em um artigo publicado na revista Energy Advances.
Diversos métodos foram desenvolvidos até então, como o uso de fibras impregnadas com grupos químicos que tenham afinidade com o urânio. Um estudo complementar aplicou eletricidade a essas fibras para aumentar a quantidade coletada do elemento.
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