Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Líder viking mais importante pode ter sido uma mulher

Líder viking mais importante pode ter sido uma mulher

Harald Bluetooth é um dos mais celebrados líderes vikings, conhecido por unificar o povo da Dinamarca sobre seu reinado entre os anos de 958 e 985. Novas pesquisas, no entanto, revelaram outra liderança entre esses guerreiros – tão amada quanto ele, ou até mais: sua mãe, Thyra.

Agora, por meio de um estudo conduzido por pesquisadores do Museu Nacional da Dinamarca, do Conselho do Patrimônio Nacional Sueco e do Conselho Administrativo do Condado da Suécia Ocidental, foram encontradas evidências de que a rainha foi mais importante do que se pensava. Os resultados foram descritos em um artigo publicado este mês na revista Antiquity.

A análise de dois grupos de pedras rúnicas encontrados em Jelling, a sede real da monarquia Viking, revelou quatro menções a Thyra. Em comparação, o nome de seu marido foi encontrado apenas uma vez. Além disso, a inspeção, com a distribuição geográfica das pedras, indicou que a rainha foi uma das figuras-chave na construção do reino dinamarquês.

Um dos grupos de pedras contêm inscrições dizendo que Thyra era “a força e a salvação da Dinamarca”, enquanto o outro, conhecido como Pedras Ravnunge-Tue, refere-se a ela com palavras que podem significar “senhora” ou “rainha”. Provavelmente, os inscritos rúnicos falam da mesma mulher.

As pedras rúnicas na tradição viking eram coloridas e projetadas para se parecerem com navios. Elas eram erguidas em locais como túmulos, cemitérios e encruzilhadas, e uma única pedra era dedicada a um indivíduo, geralmente homens – menos de dez inscrições foram encontradas até agora dedicadas a mulheres, quatro delas à Thyra.

Se aceitarmos que as pedras rúnicas eram manifestações graníticas de posição, linhagem e poder, podemos sugerir que Thyra era de fato de descendência real, da Jutlândia (península europeia onde está localizada a Dinamarca). Essas honras apontam para uma mulher poderosa, que detinha posição, terras e autoridade por direito próprio.

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