
O Pantanal, conhecido como a maior planície alagada do mundo, vem sofrendo com incêndios florestais. Em 2020, dados de satélites indicam que os danos provocados por dois meses quase ininterruptos de queimadas foram sem precedentes. Os prejuízos foram descritos em um estudo publicado na revista Fire.
As novas descobertas enfatizam a importância de métodos mais precisos para medir os impactos dos incêndios florestais em regiões como o Pantanal, especialmente sensíveis às mudanças climáticas.
A crise de incêndios do Pantanal de 2020 foi causada por uma seca extrema. A seca severa tenderá a ser cada vez mais frequente lá e em outras partes do Brasil. Saber mais sobre o impacto desses eventos climáticos extremos no bioma e em sua biodiversidade será cada vez mais importante para decisões sobre o manejo do fogo e programas de mitigação do fogo.
A equipe de pesquisadores utilizou imagens da região do Pantanal captadas pelo sensor MultiSpectral Instrument (MSI) a bordo dos satélites Sentinel-2 de julho a dezembro de 2020.
O Pantanal experimenta sua estação seca durante esta época a cada ano, enquanto é uma área úmida inundada no restante do tempo. Uma seca prolongada desde 2019 secou a região mais do que o normal, levando os incêndios a queimarem 200% mais área do que a média, com 35% do bioma devastado.
Os satélites Sentinel-2 mapearam as regiões uma vez a cada cinco dias, o que é mais frequente do que o mapeamento a cada 10 dias feito pelo satélite Landsat, da NASA, uma das fontes de dados de modelos anteriores. Estimativas anteriores apontaram que algo entre 1,4 e 2,3 milhões de hectares foram queimados em 2020.
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