
Os SUVs caíram no gosto do brasileiro há um bom tempo. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam que os utilitários esportivos responderam por quase 60% das vendas no país no início deste ano. Dos 15 carros mais vendidos no período, 12 possuem características de SUV.
O fenômeno é global (tirando alguns mercados asiáticos). Nos Estados Unidos, por exemplo, os consumidores procuram quase sempre por esse segmento – ou pelas picapes. Eles elogiam a versatilidade desse tipo de veículo, mas não só isso. Argumentam que precisam de carros grandes e fortes para transporte de pessoas ou de carga, além de lidar com questões climáticas também, como a neve.
Na Europa, por outro lado, a ascensão é mais lenta. E tem muitos países e especialistas que resistem aos modelos maiores. Dizem que esses carros podem poluir mais e ocupam mais espaço – o que não combina com ruas estreitas e lotadas ou com cidades turísticas. Também alertam que os veículos grandes podem representar um risco para crianças.
A conclusão partiu de pesquisadores da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, que trabalharam em conjunto com a organização ambiental Transport & Environment (T&E).
Ao lançar esse estudo, a Transport & Environment fez também uma solicitação às autoridades da União Europeia: quer uma mudança nas leis e nas medidas até 2027.
Que fique claro: as montadoras não estão fazendo nada de errado e seus veículos respeitam as normas e regras vigentes. Para a ONG, no entanto, é preciso mexer na origem do problema.
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