Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 1 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

BYD inicia produção no Brasil

BYD inicia produção no Brasil

O dia 1º de julho traz dois marcos importantes para o segmento de veículos elétricos no Brasil. O primeiro é a elevação do imposto de importação sobre híbridos e elétricos: as alíquotas agora vão de 25 a 30%. Esse aumento faz parte de um plano escalonado de aumento do imposto, como uma estratégia para aumentar a produção nacional.

O segundo marco, portanto, tem a ver com o primeiro. Também hoje, a gigante chinesa BYD dá o pontapé inicial em sua fabricação nacional de automóveis. Esse capítulo da história começa aqui, em Camaçari, cidade que fica a cerca de 50 quilômetros da capital da Bahia, Salvador, e que ficou mais conhecida nacionalmente a partir da criação de um pólo petroquímico, na década de 1980 e, posteriormente, com a instalação de uma fábrica da Ford.

A BYD assumiu o que sobrou dessa unidade fabril, depois que a montadora norte-americana encerrou sua produção no Brasil, em 2021. Até agora, foram 15 meses de obras – numa verdadeira reconstrução.

As linhas de montagem modernas pouco têm a ver com que existia por aqui na época em que a Ford ainda produzia seus carros. Mas, o que se inicia nesse primeiro de julho ainda é um primeiro estágio. No jargão da indústria, trata-se de uma linha de montagem, baseada em SKDs – do inglês, Semi Knocked Dow.

Quer dizer que, na prática, os carros chegam aqui em partes – em caixas e contêineres – e são apenas montados. As peças são todas fabricadas na China e trazidas para cá, onde os “quebra-cabeças” são completados.

Ou seja, ainda não se pode falar de uma linha de fabricação, mas sim de um sistema de montagem. Segundo executivos da empresa, o plano é montar cerca de 50 mil automóveis até o final de 2025 nesse sistema. Os modelos escolhidos são o SUV Song Pro e “popular” Dolphin Mini.

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