
Grandes centros urbanos consomem uma imensa quantidade de energia. Mas um estudo da Universidade Nacional da Austrália (ANU) propõe exatamente o contrário: que elementos como carros elétricos e sistemas de aquecimento se tornem ativos para a rede elétrica. As informações foram divulgadas no site da universidade.
De acordo com o autor principal, Dr. Bin Lu, quando usadas de forma inteligente, essas tecnologias podem ajudar a reduzir a sobrecarga na rede durante os horários de pico.
As cidades são frequentemente vistas como gigantes famintas por energia. Mas, com a eletrificação generalizada, elas também podem se tornar baterias gigantes — gerenciando energia, não apenas consumindo.
O estudo, publicado na revista Renewable Energy, usa o Território da Capital Australiana (ACT) como estudo de caso para explorar o potencial energético flexível nas cidades.
A base da pesquisa utilizou dados de deslocamento, perfis de demanda elétrica e mapeamento espacial. Com esses dados, é possível identificar exatamente quando e onde as demandas de energia são maiores. Assim, é possível avaliar como os EVs e os sistemas de aquecimento de água podem redistribuir o uso de energia de forma otimizada ao longo do tempo e do espaço.
A modelagem foi apoiada pelo Fundo de Doações da Icon Water e ActewAGL, e desenvolvida em colaboração com a Evoenergy, utilizando dados de alta resolução para mapear a capacidade flexível nos bairros urbanos.
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