
Uma equipe internacional de astrônomos realizou o que se acredita ser a maior simulação cosmológica já criada. Esta simulação não apenas rastreia a matéria escura, mas também a matéria ordinária – como planetas, estrelas e galáxias, por exemplo – proporcionando um vislumbre da evolução do Universo.
Denominadas de simulações Flamingo, elas calculam a evolução de todos os componentes do Universo de acordo com as leis da física. À medida que a simulação avança, galáxias virtuais e aglomerados emergem.
Três estudos foram publicados no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: um detalhando os métodos, outro apresentando as simulações e um terceiro analisando a precisão da reprodução da estrutura em larga escala do Universo.
O feito dos pesquisadores se torna ainda mais significativo num cenário onde equipamentos como o James Webb e o Euclid – telescópios espaciais das agências espaciais dos EUA (NASA) e da Europa (ESA), respectivamente – coletam volumes impressionantes de dados sobre galáxias, quasares e estrelas.
As simulações, como as realizadas pelo projeto Flamingo, desempenham um papel vital na interpretação científica desses dados, estabelecendo a ponte entre as previsões teóricas e as observações feitas.
De acordo com as teorias, as propriedades de nosso universo são determinadas por um punhado de números chamados “parâmetros cosmológicos” – seis deles, na versão mais simplificada. A precisão com que esses parâmetros podem ser medidos de diversas maneiras é notável.
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