
Há cerca de cinco mil anos, no Vale do Indo (uma área a nordeste do atual Afeganistão, que atravessava grande parte do que hoje é o Paquistão e o oeste da Índia), surgiu Moenjodaro (que se traduz como “Monte dos Mortos”). A cidade, que chegou a comportar 40 mil habitantes, foi misteriosamente abandonada e deixada em ruínas – e até hoje os historiadores não sabem por que.
Construída por volta de 2500 a.C., a cidade foi erguida de forma organizada, seguindo um planejamento urbano, conforme seu layout sugere. Durante seu auge, Moenjodaro tinha estradas retas cruzadas em ângulos de 90 graus, formandos quarteirões alinhados com áreas importantes.
As construções eram feitas de tijolos cozidos uniformes, o que indica que esse era um material de construção padronizado. Estudos apontam que a cidade contava com centros cívicos, banheiros públicos, centros culturais, um colégio para líderes religiosos, um complexo sistema de drenagem e um grande celeiro.
Devido às condições que as estruturas se encontram, acredita-se que Moenjodaro tenha sido arrasada por um desastre rápido, mas vindo a sofrer lentamente com as ações do tempo.
No entanto, os pesquisadores não encontraram sinais de desastres nas ruínas, nem de que a cidade tenha sido destruída por uma batalha. Além disso, as causas das mortes dos esqueletos encontrados não parecem ter sido um massacre.
Além do “Monte dos Mortos”, muitas cidades no Vale do Indo também foram abandonadas no mesmo período, por volta de 4 mil anos atrás. A teoria até então mais aceita é que a região tenha passado por uma terrível seca, que causou o fim da agricultura que sustentava esses assentamentos.
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