Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

A meta é acabar com o desmatamento até 2030 (mas estamos longe disso)

A meta é acabar com o desmatamento até 2030 (mas estamos longe disso)

Em 2020, líderes de mais de 100 nações se comprometeram a parar o desmatamento e reverter a perda florestal até 2030. No entanto, o mundo está falhando nesse compromisso. É o que alerta a Avaliação de Declaração Florestal, elaborada por um grupo com investigadores e Organizações Não Governamentais (ONGs).

Este grupo, formado por países e territórios, representa praticamente todas as florestas do mundo. Sua missão é evitar o desflorestamento e recuperar cerca de 350 milhões de hectares de florestas. Porém, o desmatamento aumentou cerca de 4% no último ano.

A divulgação da avaliação acontece cerca de um mês antes da reunião que irá discutir sobre mudanças climáticas com líderes globais. Mas ONGs e investigadores se preocupam que o desflorestamento não seja discutido com a devida atenção. Isso porque o uso de combustíveis fósseis e energia renovável devem ser as principais pautas.

Erin Matson, principal autora da avaliação, aponta, em resposta à AFP, que os compromissos para 2030 são importantes para manter o clima habitável no planeta. Isso porque as florestas podem ajudar a reduzir os efeitos das mudanças climáticas, “sequestrando” da atmosfera o carbono emitido pelos humanos.

Só que cerca de 6,6 milhões de hectares de florestas foram perdidos em 2022 – 20% a mais do que deveria ter sido para os compromissos serem seguidos. Para a avaliação, os pesquisadores consideraram incêndios florestais e a perda de biodiversidade, que afetam a saúde geral de uma floresta.

O mundo está falhando com as florestas, com consequências devastadoras à escala global. Desde que o compromisso global foi feito, uma área de floresta tropical do tamanho da Dinamarca foi perdida.

Compartilhe