
A partir de telescópios de rádio em terra e no Espaço, astrônomos captaram as imagens mais detalhadas até hoje de um jato de plasma de um buraco negro supermassivo.
O jato viajou bem perto da velocidade da luz, com padrões tão complexos e torcidos próximo de sua fonte que desafiam a teoria tradicional que é usada há 40 anos para explicar a forma como tais jatos são formados e modificados com o passar do tempo.
Uma maior contribuição às observações foram possíveis pelo Instituto Max Planck para Astronomia de Rádio (MPIfR, da sigla em inglês para Max Planck Institute for Radio Astronomy) em Bonn (Alemanha), onde os dados de todos os telescópios utilizados foram combinados para criar incrível telescópio virtual com diâmetro efetivo de 100 mil km.
Segundo o Phys.org, em pesquisa publicada nesta quinta-feira (26) na Nature, pesquisadores, incluindo alguns do MPIfR, fotografou a região mais profunda do jato no blazar 3C 279 de resolução angular sem precedentes e detectaram, de forma notável, filamentos helicoidais regulares que podem requerer revisão dos modelos teóricos usados até hoje para explicar o processo pelo qual os jatos são produzidos em galáxias ativas.
Graças à RadioAstron, a missão espacial para a qual o radiotelescópio em órbita alcançou distâncias tão distantes quanto a Lua e a uma rede de 23 radiotelescópios distribuídos pela Terra, obtivemos a imagem de mais alta resolução do interior de um blazar até o momento, permitindo-nos observar pela primeira vez a estrutura interna do jato com tantos detalhes pela primeira vez.
A nova janela no Universo aberta pela missão RadioAstron revelou novos detalhes no jato de plasma de 3C 279 um blazar com um buraco negro supermassivo em seu núcleo. O jato tinha, ao menos, dois filamentos de plasma torcidos estendendo mais de 570 anos-luz do centro.
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