Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 10 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Portas da Tesla levantam preocupações após acidentes

Portas da Tesla levantam preocupações após acidentes

Um acidente em dezembro de 2023, nos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre a segurança das portas dos veículos da Tesla em situações de emergência. O caso envolveu um Model Y que colidiu contra um poste e pegou fogo em uma avenida movimentada no estado da Virgínia.

O incêndio chamou a atenção de Max Walsh, bombeiro de folga que passava pelo local. Ele conseguiu quebrar o vidro do veículo e retirar o motorista, mas enfrentou dificuldades para encontrar o mecanismo manual de abertura da porta, que não funcionava após a pane elétrica causada pela colisão. A passageira, no entanto, ficou presa até a chegada dos socorristas e sofreu queimaduras graves e danos permanentes nos pulmões devido à inalação de fumaça.

A Tesla, liderada por Elon Musk, construiu sua imagem em torno de design inovador, eficiência e recordes de segurança em testes de colisão. No entanto, as soluções de design, como maçanetas embutidas, portas totalmente elétricas e liberações mecânicas pouco intuitivas, têm gerado críticas.

Especialistas afirmam que, após acidentes, cada segundo é crucial para retirar ocupantes de veículos em chamas. Mas a combinação entre portas automatizadas e a dificuldade em localizar os mecanismos de emergência pode transformar uma batida em uma corrida contra o tempo.

O caso da Virgínia não foi isolado. Em novembro de 2023, três estudantes universitários morreram em um Cybertruck que bateu e pegou fogo na Califórnia, enquanto em Wisconsin, um Model S incendiado deixou cinco mortos, com indícios de que os ocupantes tentaram escapar sem sucesso. Já em Los Angeles, um jogador de basquete sobreviveu apenas porque conseguiu chutar o vidro e ser retirado por pessoas que estavam próximas.

Autoridades em diferentes países discutem medidas para reduzir os riscos. Na China, reguladores estudam proibir maçanetas totalmente ocultas, enquanto a Europa tem adotado ajustes graduais em protocolos de resgate. Nos Estados Unidos, por outro lado, ainda não houve ações concretas. A agência de segurança veicular (NHTSA) informou à Bloomberg que acompanha os casos e recebeu reclamações relacionadas ao tema.

Compartilhe