
A Força Aérea dos Estados Unidos realizou um sobrevoo com três bombardeiros B-52 em uma região próxima da Venezuela na quarta-feira (15), reforçando um possível plano de Washington para derrubar o governo de Nicolás Maduro.
Desde setembro, pelo menos oito navios americanos, um submarino nuclear e um esquadrão de caças de guerra F-35 estão monitorando movimentações no mar do Caribe, e bombardeando embarcações consideradas suspeitas.
As aeronaves utilizadas nesta semana são fabricadas pela Boeing, que diz se tratar do “bombardeiro com maior capacidade de combate do inventário americano” por sua alta capacidade de missão, de carga, longo alcance, persistência e poder de empregar armas de precisão nucleares e convencionais.
Por mais de 60 anos, os B-52s têm sido a espinha dorsal da força de bombardeiros estratégicos dos EUA, segundo a Força Aérea.
O projeto original previa um bombardeiro nuclear intercontinental de alta altitude, mas passou por mudanças até a construção do modelo H, atualmente designado ao Comando de Ataque Global da Força Aérea. A aeronave comporta até cinco pessoas (comandante de aeronave, piloto, navegador de radar, navegador e oficial de guerra eletrônica), e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer.
Os bombardeiros B-52 têm capacidade para transportar até 31,5 toneladas de munição mista, incluindo bombas, armas inteligentes, minas, mísseis de cruzeiro lançados do ar e chamarizes lançados do ar em miniatura.
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