
A Volkswagen teve um revés importante no terceiro trimestre deste ano. A montadora alemã anunciou nesta quinta-feira (30) que teve um prejuízo operacional de 1,3 bilhão de euros (cerca de R$ 8 bilhões) no período.
As tarifas impostas por Donald Trump e a reversão da estratégia da subsidiária Porsche em relação aos veículos elétricos impactaram nos resultados. Mesmo assim, a empresa acredita que cumprirá suas metas financeiras, desde que a produção não seja paralisada pela falta de chips semicondutores.
Outro problema para a montadora alemã é o impasse envolvendo a Nexperia, uma fabricante chinesa de semicondutores usados na indústria automotiva com sede no país europeu. Nas últimas semanas, o governo dos Países Baixos (Holanda) assumiu o controle da empresa com a justificativa de que a tecnologia poderia se tornar indisponível em caso de emergência.
A China contestou a medida e respondeu bloqueando as exportações, impactando a produção de novos dispositivos. Apesar da Nexperia não ser uma fornecedora direta da Volkswagen, ela disponibiliza chips para outras empresas que, por sua vez, fornecem peças que são usadas em componentes de veículos da VW.
Nesta semana, o diretor financeiro da montadora, Arno Antlitz, afirmou que o estoque disponível garante que a manutenção da produção apenas até o final da próxima semana. E destacou que a situação é bastante precária, alertando para uma chance real de escassez dos produtos em breve. Se este cenário se confirmar, os resultados da Volkswagen poderiam ser impactados ainda mais.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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