
Um artigo publicado nesta segunda-feira (13) na revista Nature Astronomy relata uma descoberta extraordinária de emissões de rádio parecidas com auroras, ocorrendo a uma altitude de 40 mil km acima de uma região ativa no Sol – também conhecida como mancha solar.
“Detectamos um tipo peculiar de rajadas de rádio polarizadas de longa duração emanadas de uma mancha solar, persistindo por mais de uma semana”, disse o astrônomo Sijie Yu, líder do estudo no Centro de Pesquisa Solar-Terrestre do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey (NJIT-CSTR). “Esta observação singular contrasta com as rajadas de rádio solar típicas, oferecendo uma janela inédita para compreender os processos magnéticos estelares”.
My latest research on "Aurora-Like Radio Emission above a Sunspot" has just been published with@SpringerNature in @NatureAstronomy. Read here: https://t.co/pRGFyfR58cSee also the NJIT press story: https://t.co/o9HdIspNtq https://t.co/aAZAE1Ngrp
Segundo a pesquisa, essa emissão de rádio recém-observada difere das tempestades de ruído de rádio solar conhecidas, sendo atribuída à emissão de elétron-cíclotron maser (ECM). “Nossa análise espacial, temporal e espacialmente resolvida sugere que eles são devidos a ECMs envolvendo elétrons energéticos presos em geometrias de campo magnético convergentes”.
A área intensamente magnética das manchas solares proporciona um ambiente propício para esse tipo de emissão, assemelhando-se a características de outros planetas e estrelas.
Yu também descreveu o fenômeno como um “efeito de farol cósmico”, indicando uma modulação rotacional sincronizada com a rotação solar. “À medida que a mancha solar atravessa o disco solar, ela cria um feixe rotativo de luz de rádio, semelhante à aurora de rádio modulada que observamos de estrelas em rotação”.
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