
A China avisou as montadoras brasileiras que vai retomar o envio de chips para a fabricação de carros por aqui. A informação foi repassada por representantes do governo chinês na sexta-feira (7) e confirmada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet.
A disputa comercial entre China e Holanda envolvendo a fabricante de semicondutores Nexperia acendeu um alerta no setor automotivo mundial e deixou as montadoras preocupadas, com risco de paralisar a produção por falta de material.
Segundo Calvet, representantes chineses avisaram as montadoras brasileiras de que a autorização para importar semicondutores está sendo retomada aos poucos.
Os chips são essenciais nas tecnologias dos carros, desde os freios ABS e airbags até injeção eletrônica, controle de motor e sensores. Sem eles, as fabricantes não conseguem manter a linha de produção. A Anfavea já havia revelado que um único veículo moderno usa, em média, de 1 mil a 3 mil chips.
De acordo com Calvet, diante da liberação, o risco de paralisação das montadoras diminui. Em nota à imprensa, ele destacou dois fatores para isso: a liberação da China para a importação por empresas que operam no Brasil e têm fábrica em solo chinês, e uma licença especial concedida na semana passada pelos chineses às empresas brasileiras com dificuldades de importar chips.
A iniciativa aconteceu após diálogo entre o vice-presidente e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, com a Embaixada da China no Brasil.
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