
Frequentemente, após lançamentos de foguetes da SpaceX, observadores costumam registrar a ocorrência de um fenômeno luminoso vermelho no céu que se assemelha bastante a auroras.
Essa luz vermelha é causada por uma reação de troca de carga entre o escape do foguete (principalmente água) e os gases na ionosfera, a camada da atmosfera que se localiza entre 60 km e mil km de altitude e é composta basicamente de plasma ionosférico.
Embora não tenham nem a mesma origem nem a mesma formação das luzes do norte, esses eventos recebem o nome informal de “auroras da SpaceX”. Além de vermelhos, são quase esféricos e visíveis a olho nu por até 10 minutos de cada vez.
“Estamos vendo de dois a cinco deles por mês”, relata Stephen Hummel, do Observatório McDonald, no Texas, que fez a foto abaixo no início do mês e encaminhou para o portal de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com.
Os foguetes Falcon 9 que saem da Terra podem “abrir um buraco na ionosfera”. Esta camada de gás ionizado que circunda o nosso planeta é crucial para a comunicação de rádio de ondas curtas no horizonte e pode afetar a qualidade dos sinais de GPS.
A exaustão de um foguete lançado cheio de água pode suprimir a ionização local em até 70%, rompendo a ionosfera ao longo da trajetória do veículo. Por motivos relacionados à química, os buracos ionosféricos emitem um brilho vermelho.
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