Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 12 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

O plano dos EUA para ter ‘carros voadores’ já nas Olimpíadas de Los Angeles

O plano dos EUA para ter 'carros voadores' já nas Olimpíadas de Los Angeles

A administração de Donald Trump prepara um movimento mais robusto para impulsionar o setor de carros voadores elétricos nos Estados Unidos. O objetivo é apoiar empresas nacionais que disputam espaço nesse mercado em crescimento e, ao mesmo tempo, viabilizar demonstrações públicas da tecnologia durante os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

O governo tem recorrido a ordens executivas e a um novo esforço de coleta de dados para acelerar a adoção dessas aeronaves, como mostra reportagem do The Washington Post. A iniciativa faz parte da agenda de transporte da administração e tenta responder ao interesse crescente de empresas e investidores nesse segmento.

Em setembro, o secretário de Transporte, Sean P. Duffy, anunciou um programa-piloto voltado a testar formas de integrar diferentes tipos de “carros voadores” — como eVTOLs, híbridos e modelos totalmente elétricos — à aviação norte-americana. O projeto pretende avaliar, na prática, como esses equipamentos podem operar em rotinas reais.

A proposta nasce em um momento em que fabricantes como Archer Aviation, Joby Aviation e BETA Technologies defendem que suas aeronaves elétricas verticais podem transformar deslocamentos urbanos. Outras empresas, como a Wisk, subsidiária da Boeing, e a Reliable Robotics, desenvolvem versões autônomas, que dispensam piloto e prometem reduzir custos de operação, especialmente em áreas remotas.

O interesse financeiro também é significativo. No mês passado, a BETA Technologies levantou mais de US$ 1 bilhão ao abrir capital na Bolsa de Nova York. Porém, o setor ainda enfrenta dúvidas, após iniciativas frustradas — como a tentativa de usar carros voadores na Olimpíada de Paris em 2024 — e até casos de falência, incluindo a alemã Lilium, que encerrou operações após nova entrada em recuperação judicial.

Apesar do entusiasmo de parte da indústria, há ceticismo em setores do governo. Durante uma audiência recente na Câmara dos Deputados, o congressista Scott Perry (R-Pensilvânia) questionou o uso de recursos públicos para apoiar tecnologias ainda incertas.

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