Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de novembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Buraco na camada de ozônio pode não estar diminuindo como esperado

Buraco na camada de ozônio pode não estar diminuindo como esperado

A camada de ozônio protege a Terra contra a radiação ultravioleta do Sol. No entanto, em cima da Antártica existe um enorme buraco que nas últimas décadas a humanidade vem tentando fechar. Agora, um novo estudo aponta que talvez os esforços realizados para recuperarmos essa proteção podem não ser suficientes.

A nova pesquisa foi publicada recentemente na revista Nature Communications e analisou os índices de ozônio presentes na estratosfera nos últimos anos. A partir desses dados, os pesquisadores apontaram que apesar da proibição do uso clorofluorcarbonos (CFCs), principal destruidor da camada de ozônio, no Protocolo de Montreal de 1987, ainda não houve uma redução significativa no buraco sobre a Antártica.

Em meados da década de 1970, cientistas descobriram que os CFCs, usados em aerossóis e frigoríficos, reduzem os níveis de ozônio na estratosfera, criando um buraco na camada, anualmente, entre os meses de setembro e novembro.

Uma avaliação realizada pela ONU em janeiro, apontou que o Protocolo de Montreal parecia estar funcionando, e que por volta de 2066 os níveis da camada de ozônio acima da Antárctica deveriam ser restaurados pata os padrões de 1980.

Em resposta à AFP, no entanto, a coautora do estudo, Annika Seppala, apontou que não é isso que está acontecendo. Isso porque, apesar da proibição dos CFC estar nos colocando no caminho certo, não são só eles que estão causando o buraco na camada de ozônio.

Seis dos últimos nove anos tiveram quantidades realmente baixas de ozônio e buracos de ozônio extremamente grandes. O que pode estar a acontecer é que algo mais está a acontecer na atmosfera agora — possivelmente devido às alterações climáticas — e isso está a mascarar parte da recuperação.

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