
Os preços da gasolina oscilam com frequência. Para piorar, conflitos internacionais tendem a criar um cenário de instabilidade no fornecimento de combustível – o que também eleva os valores. Em meio a casos como esse, os carros elétricos começam a ser vistos como uma alternativa viável e econômica.
O principal entrave ainda é o preço inicial elevado em comparação com modelos convencionais. Nesse caso, vale a pena desembolsar um valor maior para ter um eletrificado e economizar ao longo dos anos com carregamento (e não abastecimento), ou gastar menos na compra do carro, mas sofrer com as oscilações da gasolina?
A resposta é: depende. O assunto foi abordado por Hussein Dia, professor de Tecnologia de Transporte e Sustentabilidade da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, publicado no The Conversation.
Para entender qual alternativa compensa mais, ele criou uma calculadora que mede o retorno do investimento nos carros elétricos. A ferramenta estima quanto tempo seria necessário para recuperar a diferença de preço inicial entre um carro elétrico e um modelo convencional ou híbrido.
Entre os cenários avaliados estão três níveis de quilometragem anual – 10 mil km, 15 mil km e 20 mil km – além de três formas de recarregar o veículo: principalmente em casa, combinação de recarga doméstica e pública, ou uso predominante de carregadores rápidos públicos.
Também são comparados cinco pares de veículos da mesma categoria e faixa de preço, refletindo uma escolha comum entre consumidores: optar por um carro elétrico a bateria ou por um híbrido com motor a combustão. A análise considera a diferença no preço de compra e os custos operacionais anuais para estimar em quanto tempo a economia com energia e manutenção compensa o valor inicial maior do elétrico.
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