Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 6 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Os perigos brutais que aguardam o piloto quando ele ejeta de um jato

Os perigos brutais que aguardam o piloto quando ele ejeta de um jato

Três caças F-15E dos Estados Unidos foram abatidos sobre o Kuwait no começo desta semana. O aparente incidente de fogo amigo ocorreu na Operação Epic Fury, atual campanha conjunta dos EUA e Israel contra o Irã. Os seis tripulantes se ejetaram com segurança das aeronaves.

“Mas ‘segurança’ é um termo relativo quando se é ejetado de uma aeronave atingida viajando em velocidade de combate”, observou Adam Taylor, professor de anatomia na Universidade Lancaster (Reino Unido).

Em artigo publicado no The Conversation nesta semana, Taylor detalha as principais consequências físicas extremas que a tripulação de um caça enfrenta ao acionar o assento ejetor.

Segundo o professor, a decisão de ejetar deve ser tomada em segundos. Isso porque qualquer atraso pode ser fatal. Para você ter ideia, as taxas de mortalidade chegam a 23% quando o piloto demora muito para decidir.

Embora a taxa de sobrevivência em assentos modernos seja superior a 95%, cerca de 30% das ejeções resultam em lesões graves. A coluna vertebral é a parte mais afetada (42% dos casos). A força da ejeção comprime os discos da coluna, o que pode causar fraturas, especialmente nas vértebras que ligam a região média às costas e a lombar.

Em relação aos olhos, se a ejeção ocorrer enquanto o avião está acelerando para baixo ou de cabeça para baixo (G negativo), o sangue é empurrado para a cabeça. E isso pode romper vasos nos olhos e causar cegueira temporária por meses.

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