
A Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (NHTSA) ampliou a investigação sobre o sistema de direção autônoma Full Self-Driving (FSD) da Tesla, com foco em seu desempenho em condições de baixa visibilidade.
A apuração entrou na fase de análise de engenharia, etapa que pode anteceder um possível recall, e está sendo conduzida pelo Escritório de Investigação de Defeitos (ODI). De acordo com a agência Reuters, o objetivo é verificar se o sistema responsável por identificar limitações nas câmeras do veículo funciona corretamente ao alertar o motorista para assumir o controle.
Segundo documentos recentes da agência, há indícios de que esse mecanismo, chamado de “detecção de degradação”, pode falhar em cenários como ofuscamento ou presença de partículas no ar, que prejudicam a visibilidade. Em casos analisados, o sistema não teria reconhecido condições adversas da via nem emitido avisos adequados antes de acidentes.
A tecnologia foi projetada para monitorar o desempenho das câmeras e sinalizar quando o uso da direção autônoma deixa de ser seguro. No entanto, a investigação aponta que, em algumas situações, a perda de qualidade na leitura do ambiente não foi detectada a tempo.
A Tesla iniciou o desenvolvimento de uma atualização para esse sistema em 2024, após um acidente fatal ocorrido no ano anterior. Ainda assim, a NHTSA afirma não ter informações claras sobre quais veículos receberam a melhoria. Há a possibilidade de que a atualização tenha evitado parte dos incidentes sob análise, mas isso ainda não foi confirmado.
A investigação atual dá continuidade a uma apuração iniciada anteriormente, também relacionada a acidentes envolvendo o uso do FSD em condições de visibilidade comprometida. Casos anteriores que avançaram para a mesma fase resultaram em recalls de grande escala, com impacto sobre praticamente toda a frota da Tesla nos Estados Unidos.
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