
Startup financiada por Sam Altman, CEO da OpenAI, a Brinc lançou um drone que promete substituir helicópteros policiais: o Guardian. Com câmeras de alta precisão, conexão via satélite e capacidade de enviar equipamentos, o sistema foi pensado para atuar nos primeiros minutos de uma ocorrência.
Em entrevista divulgada na terça-feira (24) pela TechCrunch, o fundador Blake Resnick, ex-bolsista do Thiel Fellowship, programa que financia jovens empreendedores para que possam adiar ou até deixar a faculdade, afirmou que o objetivo é tornar a empresa “a DJI do Ocidente” para órgãos públicos dos Estados Unidos. A referência é a empresa chinesa DJI (Da-Jiang Innovations), maior fabricante de drones do mundo.
O drone foi projetado para atuar como primeira ação em emergências, chegando ao local antes das equipes e transmitindo imagens em tempo real. Equipado com câmeras 4K e térmicas, alto-falantes mais potentes que sirenes policiais e holofotes, o veículo aéreo pode operar durante a noite e identificar com precisão rostos e placas.
“Mesmo a uma altitude considerável, um departamento de polícia conseguiria ler, por exemplo, detalhes de placas de veículos”, comentou Resnick.
Atingindo uma velocidade máxima de 96 km/h, o drone tem autonomia de até 62 minutos. Equipado com um terminal Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, o equipamento pode se manter conectado mesmo em áreas sem cobertura tradicional, algo que, segundo o fundador, nem sempre é possível com helicópteros. Além disso, o veículo pode transportar suprimentos de emergência, como desfibriladores.
Com recentes bloqueios impostos por Donald Trump a drones estrangeiros, a empresa vê o cenário como uma oportunidade para se consolidar no mercado. Para isso, a Brinc firmou um acordo com a National League of Cities, organização que reúne e representa cidades americanas, com o objetivo de expandir o uso de drones em serviços públicos nos EUA.
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