Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Teoria revolucionária une mecânica quântica e a relatividade geral de Einstein

Teoria revolucionária une mecânica quântica e a relatividade geral de Einstein

Há um século, surgiram duas teorias para compreender a realidade: a mecânica quântica e a relatividade geral. Ao longo do tempo, esses conceitos foram refinados e rigorosamente testados, tornando-se pilares da física. No entanto, individualmente, elas não conseguem explicar todos os fenômenos observados e, juntas, parecem não se encaixar – o que desafia a ciência.

Para resolver este quebra-cabeça, duas principais explicações foram propostas: a teoria das cordas e a gravidade quântica em loop. Recentemente, um grupo de pesquisadores introduziu uma nova abordagem, denominada “teoria pós-quântica da gravidade clássica”, que se diferencia das outras duas em um ponto crucial: não considera o espaço-tempo quantizado.

Anteriormente, acreditava-se que o espaço-tempo era composto por pequenos intervalos discretos, tão pequenos que não podiam ser medidos diretamente. No entanto, nessa nova teoria, a mecânica quântica passa por revisões, enquanto o espaço-tempo permanece contínuo. Isso levanta a questão fundamental de se o espaço-tempo deve ser quantizado ou se é algo completamente diferente.

Jonathan Oppenheim, professor da Universidade College de Londres, na Inglaterra, ressalta a importância desse ponto, dado que a teoria quântica e a relatividade geral de Einstein são matematicamente incompatíveis. A falta de consenso sobre a natureza do espaço-tempo é uma incógnita que precisa ser resolvida.

A teoria pós-quântica da gravidade clássica propõe que o espaço-tempo está sujeito a flutuações de energia mais intensas em comparação com a visão tradicional quantizada. Essas flutuações podem ser testadas experimentalmente medindo-se a massa e o peso de um objeto com alta precisão. Se as flutuações não afetarem essas medições, isso pode indicar que o espaço-tempo é, de fato, clássico.

Zach Weller-Davies, um dos coautores da pesquisa, explica que, se o espaço-tempo não for quântico, as flutuações na curvatura do espaço-tempo devem ter uma assinatura específica que pode ser detectada experimentalmente. Isso significa que, se o espaço-tempo for clássico, as flutuações devem ser maiores que um determinado limite.

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